
Era dia das mães, e eu escrevi num papel com formato de coração, eu te amo. Eu era uma criança, e como toda criança, às vezes tem raiva dos pais, mais os amamos sempre, descobri isso quando os colegas na escola falavam palavras como filho de rapariga, agente sempre defende a mãe e ameaça bater e até matar o coleguinha, mais eu não tinha coragem nem de matar uma formiga. Eu tive uma raiva da minha mãe, criança costuma ter raiva quando é impedido de fazer algo, eu já tinha dado o coração a minha mãe, mais eu gritei com ela, tomei o coração, e o rasguei em vários pedaços. Era um coração de papel, não significava nada, mais naquele momento a única coisa que valeu e que fez meu pai bater em mim por ter rasgado o coração da minha mãe, foi a “intenção”. Me arrependi de te rasgado aquele coração, mais passado é passado, e eu era só uma criança.



